24 de maio de 2010

Ultraje a rigor, a banda que agitou bauru!


Ultraje a Rigor é uma banda brasileira de rock'n'roll, criada no início dos anos 80 em São Paulo. Idealizada por Roger Rocha Moreira (voz e guitarra base), explodiu em 1983 no Brasil devido aos hits "Inútil" e "Mim Quer Tocar". Em 1985 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum Nós Vamos Invadir Sua Praia que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional, além de receber recentemente o título de melhor álbum brasileiro pela Revista MTV.[carece de fontes?]

A banda é um grande marco no cenário do rock nacional. Sua formação inicial era Roger, Leonardo Galasso (bateria, mais conhecido como Leôspa), Sílvio (baixo) e Edgard Scandurra (guitarra solo). Mal o nome foi adotado, Sílvio saiu para dar lugar a Maurício Defendi. Hoje, apenas Roger, idealizador da banda, continua desde a formação original.
Princípio (1980 a 1988)

O grupo Ultraje a Rigor começou como uma banda de covers[1] - principalmente Beatles, Punk e New Wave. A primeira formação, composta de Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard Scandurra, começou a fazer pequenos shows em bares.[1] Em 1982, decidiram o nome da banda: Ultraje a Rigor, um trocadilho com "Traje a Rigor", direcionado a irreverência das canções deles. Roger, inicialmente, havia pensado em batizar a banda apenas como "Ultraje", mas Edgard, quando perguntado a respeito do nome, havia ouvido errado e dito: "hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?". O trocadliho fez sucesso e o nome "Ultraje a Rigor" foi adotado.[1]

Brevemente, Silvio deixou a banda e foi substituído por Maurício Defendi. Em abril de 1983, a nova formação participa do primeiro show da banda apenas com composições próprias.[1] Após um desses shows, assinaram um contrato de gravação com o produtor Pena Schmidt, que fazia parte da WEA e trabalhou também com artistas como o Ira! (do qual Edgard fazia parte) e os Titãs. Eles haviam gravado seu primeiro single, Inútil/Mim Quer Tocar, que, por problemas com a censura, não foi liberado até outubro daquele ano. Edgard, já membro do Ira!, encontrou-se impossibilitado de continuar a dividir seu tempo entre duas bandas e optou pela segunda. O jovem Carlo Bartolini, conhecido como Carlinhos, foi chamado para seu lugar.[1] Em 1984, com a nova formação, gravaram seu segundo single, Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa. A primeira canção teve relativo sucesso, incentivado pela coincidência de seu refrão com o da canção Egotrip, da Blitz. Porém, a segunda música, cuja execução foi iniciada em Janeiro de 1985, foi determinante para o estouro da banda.

Seu primeiro LP, Nós Vamos Invadir Sua Praia, lançado alguns meses mais tarde, fez grande sucesso. Foi o primeiro LP de Rock no Brasil a ganhar Disco de Ouro e Disco de Platina.[1] A maior parte de suas músicas tinham generalizado sucesso e a banda quebrou recordes de público em diferentes locais em todo o país, como o Canecão, no Rio de Janeiro. No início de 1986, gravam um LP chamado Liberdade Para Marylou, com uma versão remixada de "Nós Vamos Invadir Sua Praia", a canção inédita "Hino dos Cafajestes" e uma versão de "Marylou" em ritmo de Carnaval, que foi bastante tocada nos bailes de carnaval da época. Em 1987, durante as gravações do segundo LP, "Sexo!", Carlinhos (com a possibilidade de uma mudança para Los Angeles para formar sua própria banda), deixou a banda e Sérgio Serra o substituiu.[1] O segundo álbum foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com a canção "Eu Gosto de Mulher" atingindo um máximo de 96#, no Hot100Brasil.[carece de fontes?] O sucesso do álbum levou a mais shows por todo o Brasil e a escrita de mais músicas.
[editar] Maturidade e mudanças - 1989 à 1998

Em 1989, mais maduros e um pouco cansados pelas constantes turnês, é gravado o terceiro disco, Crescendo. O álbum vendeu bem, mas os meios de comunicação social estava a começar a perder o seu interesse em Ultraje após quatro anos de sucesso. Mesmo assim, o grupo ainda provocou polêmica, ao fazer uma provocação ao anúncio do fim da censura oficial, com a canção "Filha da Puta". A canção foi censurada extra-oficialmente, em muitas estações de rádio e programas de TV, o que dificultou a promoção do álbum. Outras canções picantes com temas como "O Chiclete" e "Volta Comigo", uma música que trata de adultério, tiveram suas execuções comprometidas. Em 1990, o Ultraje voltou à suas raízes lançando o "Por Quê Ultraje a Rigor?", um álbum de covers que faziam parte do seu repertório do início da carreira, além de Mauro Bundinha, uma canção inédita da mesma fase. Mauricio, após ter se casado com uma americana, mudou-se para Miami. Sua vaga foi provisoriamente preenchida por Andria Busic, baixista do Dr. Sin, que entregou seu lugar um mês depois para Osvaldo Fagnani.[1] Após quase mais um ano de turnê, Roger percebe que o Ultraje a Rigor já não era a mesma banda. Leôspa, depois de ter casado, já não podia manter o seu entusiasmo para viajar e ensaiar; Sergio aspirava sair para formar a sua própria banda, e Osvaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Depois de uma conversa com Leôspa, Roger decidiu procurar novos membros para tentar continuar o Ultraje.

Pesquisando em bares e através de mostras de bandas principiantes, encontrou Flávio Suete, baterista que tocava covers de Frank Zappa. Flávio recomendou Serginho Petroni, baixista que também tocava covers. Juntos, começaram as audições para novos guitarristas. Depois de meses de teste, descobriram Heraldo Paarmann através de um anúncio da Rádio Brasil 2000 FM. Eles continuaram ensaiando e tocaram alguns shows para reforçar os respectivos sons. Em 1992, contra a vontade da banda, a WEA lançou uma coletânea chamada "O Mundo Encantado de Ultraje a Rigor" (a palavra "Encantado" era uma ironia de Roger com relação ao encanto dos primeiros anos e as dificuldades com a gravadora, em relação a novos projetos). Embora essencialmente uma coletânea do material lançado anteriormente, o álbum continha duas novas faixas da nova formação (Vamos Virar Japonês, com a dupla caipira Tonico e Tinoco; e uma versão de Rock das Aranha, de Raul Seixas) juntamente com reedições hits lançados anteriormente. Em 1992, ainda em rebelião contra a indiferença da sua empresa discográfica, o grupo grava independentemente Ah, Se Eu Fosse Homem, uma divertida digressão sobre as dificuldades enfrentadas pelos homens no que diz respeito ao novo pós-feminismo.[1] A fita desta música, distribuída para estações de rádio pela própria banda, produziu os resultados esperados.

Em 1993, em meio a uma situação já tensa com a gravadora, lançam Ó!, seu sexto LP - o quarto composto apenas por novos materiais. O disco foi gravado às pressas (dois meses de estúdio) e com orçamento pequeno, condição que foi imposta pela WEA, que mesmo assim, praticamente ignorou o álbum, fazendo com que o contrato fosse rompido em 1994. O clipe de "Acontece Toda Vez Que Eu Fico (Apaixonado)" fez sucesso na MTV, mas a canção era apenas um modesto sucesso na mídia e nas lojas. Em 1995, uma nova coleção de hits, desta vez sem o conhecimento da banda, foi lançado, parte de uma série chamada "Geração Pop". Em 1996, a empresa lança ainda outra coleção-surpresa, um registro denominado O Melhor do Ultraje a Rigor/2 É Demais! - fusão dos dois primeiros álbuns sem as faixas bônus. Ainda sem notificar a banda, a Warner libera mais dois relançamentos: em 1997, Pop Brasil, (na verdade, uma reemissão de Geração Pop com menos músicas), e, em 1998, Ultraje a Rigor Vol. 2/2 É Demais!, outra coletânea-fusão de dois álbuns, sem as faixa-bônus, da banda - o terceiro e quarto discos.[1]
[editar] Recomeço - 1999 à 2005

No início de 1999, depois que Serginho deixou a banda e foi substituído por Rinaldo Amaral (conhecido como Mingau), o Ultraje lança 18 Anos Sem Tirar!, um disco ao vivo gravado em 1996, de maneira independente, que ganhou quatro faixas inéditas em estúdio. Agora tendo trocado a WEA pela a Deckdisc/Abril Music e tendo como carro-chefe a faixa "Nada a Declarar", alcançam o Disco de Ouro.[1] Em Janeiro de 2001, o Ultraje a Rigor participou da terceira edição do Rock in Rio, numa apresentação conjunta ao lado do Ira! e com direito a Should I Stay Or Should I Go?, cover do The Clash.

Em 2002, outra alteração na formação: Flávio e Heraldo distanciam-se das intenções musicais do resto da banda e resolvem deixá-la. Foram substituídos por Marco Aurélio Mendes, o Bacalhau, ex-baterista do Rumbora, e Sérgio Serra, ex-guitarrista do Ultraje, que voltou de Los Angeles para reintegrar o grupo e participar da gravação de Os Invisíveis.[1]

Em 2005, a banda gravou e lançou, em CD e DVD (o primeiro da carreira), o seu Acústico MTV. O álbum inclui grandes sucessos como Inútil, Mim Quer Tocar, Independente Futebol Clube e Eu Gosto de Mulher e faixas inéditas, como Cada Um Por Si. Destaques também para Eu Não Sei, versão de Can't Explain, do The Who, feita por Roger a pedido do Ira!; Ciúme, gravada numa versão originalmente prevista para o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia, com uma parte calma; e Nós Vamos Invadir Sua Praia, com cordas e metais.
[editar] Atualmente

No final de 2008, Roger anunciou que o Ultraje estava abandonando a gravadora Deckdisc para lançar um álbum independente disponivel para download. Esse projeto recebe o nome de Música Esquisita a Troco de Nada!, sendo que não é necessário pagar para ter as músicas em seu computador. No início de 2009, após a gravação de algumas demos, Sérgio Serra abandona novamente a banda.

Lançado em 5 de Abril de 2009, o novo trabalho foi gravado com as participações especiais de Edgard Scandurra (ex-guitarrista do Ultraje a Rigor do Ira!, e atualmente com o projeto Pequeno Cidadão, ao lado de Arnaldo Antunes) nas guitarras, e a cantora Klébi Nori, dividindo os vocáis com Roger na música Amor.

O projeto, além de ser totalmente independente, está disponível para download no site ReverbNation e no My Space da banda. Em breve, o disco será lançado em seu formato físico.

Depois de três meses tocando como um power-trio acompanhados pela banda de apoio, através de uma conta no Facebook, Roger anuncia a entrada do novo guitarrista Marcos Kleine.
[editar] Nome da Banda

O nome "Ultraje a Rigor" surgiu de uma conversa informal numa festa em que se apresentavam quando o Roger e o Leôspa propunham que o nome da banda fosse "Ultraje", um nome considerado punk e radical para a época (da ditadura), o que causou a discordância de Roger com o nome por acreditar que punk não era bem o estilo da banda. Então Scandurra, que chegou no meio da conversa, perguntou: "Como é? Que traje? O traje a rigor?". Daí surgiu "Ultraje a Rigor".[1]

21 de maio de 2010

Conheça o Forfun de outra forma!


Forfun é uma banda do Rio de Janeiro, formada em 2001 por Danilo Cutrim, na guitarra; Vitor Isensee, no guitarra; Rodrigo Costa, no baixo, e Nicolas Christ, na bateria.[1] No início, suas influências eram bandas de punk rock da Califórnia e reggae, como Blink 182 e Bob Marley. Hoje, o Forfun é formado por Danilo Cutrim no vocal e na guitarra, Rodrigo Costa no vocal e no baixo, Vitor Isensee nos sintetizadores e Nicolas Christ na bateria.[2] Atualmente a banda aprecia diversos gêneros musicais, mostrando no seu último CD "Polisenso" influências de diversos estilos como o Hard rock, Reggae, Dub e Música latino-americana.

Início da carreira

Iniciada como um trio, no ano de 2000, era composta por Danilo na guitarra,Vitor Isensee no baixo e Bruno Tizé na bateria. Os ensaios aconteciam na clássica lage do Tizé na Tijuca, Rio de Janeiro. Com a primeira formação fizeram duas apresetações, nos lendários Black Night e Casarão Amarelo.

Logo em seguida, Bruno sai da banda. Seu substituto foi Nicolas, um antigo amigo de escola de Danilo,e bateria de várias bandas, como Acesso de Raiva, Riveraid, e 15 Kelvin, banda na qual os dois chegaram a tocar juntos, em 1998.

Com boas expectativas, ligaram para um grande amigo, Thiago Niemeyer, vocalista da banda Darvin, que os levou até o estúdio de Breno, baterista, da banda Darvin na época, em Niterói, onde tiveram sua primeira experiência com gravação. Em dois dias gravaram quatro canções, e na mesma semana, contando com a ajuda de mais um grande amigo, Flash, colocaram no ar o primeiro site da banda.

Em 2001 e 2002 fizeram novas gravações e lançaram duas canções demo, que vendiam por cinco reais nos concertos. Paralelamente, divulgavam as músicas através da internet, no boca-a-boca, e de todas as maneiras possíveis.

Em seguida, a banda tem mais uma mudança de formação: Vitor vai para segunda guitarra, e hoje também é o principal responsável pela programação de efeitos nas músicas, Rodrigo assume o baixo e passa a dividir os vocais com Danilo.
[editar] Das Pistas de Skate às Pistas de Dança

Em 2003, conseguiram dinheiro para gravar um álbum com 12 faixas, e, em fevereiro, começaram a produzir “Das Pistas de Skate às Pistas de Dança”, no estúdio Hanói, em Botafogo. Na época conheceram também Victorino James, idealizador do selo Dry-Ice Records, que tomou amizade pela banda. James, embora novo na área musical, já tinha a experiência de ter produzido e distribuído pelo Brasil 2 coletâneas de Hardcore (Colorindo HC 1 e 2). Ele se interessou pelo som da banda e fechou a parceria com eles para distribuir o “Das Pistas de Skate às Pistas de Dança” pelo país. Já com o CD lançado, continuaram com shows para divulgar o álbum. Começaram a produzir os primeiros vídeos da banda usando as cenas gravadas nos shows e nas viagens. Estava formada a “Na de Um Produções”. E no final daquele ano tiveram uma grande conquista: tocar fora do estado pela primeira vez, no Festival Extreme Nuts, em Curitiba - Paraná, com Food 4 Life, A-OK, Aditive, e Bad Car Crash, entre outras.

O ano de 2004 contaram com a ajuda de vários amigos que fizeram pelo Brasil: sites que os divulgaram, tais como: Punknet, Lbvidz,etc; produtores de shows do underground, como o Piu de São Paulo, Adriano e Sérgio de Curitiba, Felipe Snipes e Iguito, de Recife; e os fãs. Assim tiveram oportunidade de tocar em várias cidades pelo Brasil, experiência muito construtiva para a banda.
[editar] Teoria Dinâmica Gastativa e trajetória posterior

Em 2005 gravam "Teoria Dinâmica Gastativa", com produção de Liminha, em um excelente estúdio.O álbum foi lançado no final do ano, no Canecão, no Rio. Fizeram shows pra divulgação do novo álbum em todo o país

Com o sucesso de "Teoria Dinâmica Gastativa" ficaram conhecidos por todo o Brasil. Logo foram convidados para participar do MTV ao Vivo: 5 Bandas de Rock, junto com outras bandas de rock formadas recentemente, como Fresno, Hateen, NX Zero e Moptop.[3]
[editar] Polisenso

No início do ano de 2009 a banda lança "Polisenso", o terceiro disco de estúdio, gravado entre os estúdio AR, Atemporal e no estúdio próprio da banda, a Casinha. O disco vem trazendo uma sonoridade bastante diferenciada dos outros álbuns, tendo agregado ao som muito elementos eletrônicos, e elementos dos mais diversos ritmos, como o reggae, o dub, o funk e ritmos latinos. O álbum, de início, foi disponibilizado inteiro para download no site da banda, alcançando em 5 meses a marca de 400 mil álbuns baixados, e hoje já se encontra também em seu formato físico nas lojas. O disco também traz uma mudança estrutural na banda. Devido à incursão pelo mundo dos timbres eletrônicos, o guitarrista Vitor Isensee trocou de vez a guitarra pelos sintetizadores e programações, tocando-a agora apenas nas canções antigas.

Dentre as influências citadas pelos próprios integrantes na composição do disco estão: Os Novos Baianos, Jorge Ben, Nação Zumbi, 311, Red Hot Chili Peppers, Bob Marley, Sublime, entre outros.

O disco alcançou a glória na mídia televisiva ainda em outubro de 2009, quando a banda foi escolhida como 'A Melhor Banda De Rock' no Video Music Brasil (VMB), premiação da MTV.[1]

20 de maio de 2010



Ta ai um dos nossos patrocinadores que acredita em nossos eventos, na nossa revista e no nosso progresso!

Stopcar: excelencia em atendimento e em resultados, com os melhores profissionais do ramo e sempre prontos para qualquer situação! Por isso, mande seu carro para a stopcar que com certeza voce vai obter o melhor resultado.

19 de maio de 2010


Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, [1] mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. [2]. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche.
Descrição
Grafite em um muro de São Paulo.

Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo - aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres[3] - admitem ter um passado de pichadores.

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas ad nauseam, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.

Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan.[4] Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX.
[editar] Termos e gírias
Fachada decorada com grafite, em Olinda, Pernambuco.

* 3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.
* Asdolfinho - Novo estilo de grafite desenvolvido por americanos, no qual é visado a pintura animal.
* Backjump - Comboio pintado em circulação, enquanto está parado durante o percurso (numa estação por exemplo).
* Bite - Cópia, influência directa de um estilo de outro writer.
* Bombing - Grafite rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples e eficazes.
* Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias", mas que é ainda hoje um dos estilos mais presentes no grafite.
* Cap - Cápsula aplicável ás latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc).
* Characters - Retratos, caricaturas, bonecos pintados a grafite.
* Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writers assinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com 3 ou 4 letras) em cada obra.
* Cross - Pintar um grafite por cima de um trabalho de um outro writer.
* Degradé - Passagem de uma cor para a outra sem um corte directo. Por exemplo uma graduação de diferentes tons da mesma cor.
* End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).
* Fill-in - Preenchimento (simples ou elaborado) do interior das letras de um grafite.
* Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.
* Highline - Contorno geral de toda o grafite, posterior ao outline.
* Hollow - Grafite ou Bomb que nao tem fill (preenchimento) algum e, geralmente, é ilegal
* Inline - Contorno das letras, realizado na parte de dentro das letras.
* Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
* Outline - Contorno das letras cuja cor é aplicada igualmente ao volume das mesmas, dando uma noção de tridimensionalidade.
* Roof-top - Grafite aplicado em telhados, outdoors ou outras superfícies elevadas. Um estilo associado ao risco e ao difícil acesso mas que é uma das vertentes mais respeitáveis entre os writers.
* Spot - Denominação dada ao lugar onde é feito um grafite.
* Tag - Nome/Pseudónimo do artista.
* Throw-up - Estilo situado entre o "tag"/assinatura de rua e o bombing. Letras rápidas normalmente sem preenchimento de cor (apenas contorno).
* Top to bottom" - Carruagem ou carruagens pintadas de cima a baixo, sem chegar no entanto às extremidades horizontais.
* Toy - O oposto de King. Writer inexperiente, no começo ou que não consegue atingir um nível de qualidade e respeito dentro da comunidade.
* Train - Denominação de um comboio pintado.
* Whole Train - Carruagem ou carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
* Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do grafite.
* Writer - Escritor de grafite.